A Consagração a Nossa Senhora, segundo o método de São Luís Maria Grignion de Montfort, é muito mais do que escolher uma data e recitar uma oração.

É um caminho de preparação para uma entrega consciente e total a Jesus Cristo pelas mãos de Maria.

No Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, São Luís apresenta a Consagração como uma entrega completa a Maria para, por meio dela, pertencermos mais perfeitamente a Jesus. Tratado da Verdadeira Devoção…

E existe um ponto fundamental antes de qualquer preparação:

Jesus é o centro da Consagração

A Consagração não termina em Nossa Senhora.

São Luís afirma claramente que Jesus Cristo é o fim último de toda verdadeira devoção. A devoção a Maria existe justamente para nos conduzir a uma união mais profunda com seu Filho. Tratado da Verdadeira Devoção…

Por isso, consagrar-se a Nossa Senhora significa escolher Maria como caminho para pertencer cada vez mais a Cristo.

Quanto tempo dura a preparação?

No método apresentado por São Luís de Montfort, há primeiro um período de ao menos 12 dias, dedicado ao desapego do espírito do mundo.

Depois, vêm três semanas de preparação, cada uma com um objetivo espiritual específico. Tratado da Verdadeira Devoção…

Esse caminho ficou popularmente conhecido como uma preparação de aproximadamente 33 dias.

1. Os primeiros dias: desapego do espírito do mundo

São Luís orienta que o início da preparação seja dedicado ao desapego daquilo que é contrário ao espírito de Jesus Cristo. Tratado da Verdadeira Devoção…

É um período para começar a olhar para a própria vida e perceber aquilo que precisa ser abandonado para que Deus ocupe verdadeiramente o centro.

Não é simplesmente cumprir uma lista de orações. É preparar o coração.

2. Primeira semana: conhecimento de si mesmo

Na primeira semana, São Luís orienta o consagrado a pedir a graça do conhecimento de si mesmo e da contrição pelos próprios pecados.

A preparação deve ser vivida em espírito de humildade, reconhecendo nossas fraquezas e nossa necessidade da graça de Deus. Tratado da Verdadeira Devoção…

É uma semana para perguntar:

Quem sou diante de Deus?

O que ainda precisa ser convertido em mim?

O que me impede de pertencer inteiramente a Cristo?

3. Segunda semana: conhecimento de Maria

Na segunda semana, a preparação volta-se para o conhecimento da Santíssima Virgem.

São Luís recomenda pedir ao Espírito Santo a graça de conhecer Maria mais profundamente, recorrendo à oração, à leitura e à meditação. Tratado da Verdadeira Devoção…

Conhecer Maria não significa apenas aprender informações sobre ela.

É contemplar suas virtudes, sua fé, sua obediência, sua humildade e sua disponibilidade a Deus.

No próprio Tratado, São Luís apresenta a verdadeira devoção como interior, terna, santa, constante e desinteressada. Tratado da Verdadeira Devoção…

4. Terceira semana: conhecimento de Jesus Cristo

A última semana da preparação é dedicada ao conhecimento de Jesus Cristo.

São Luís orienta o consagrado a pedir a graça de conhecer verdadeiramente Nosso Senhor e a meditar sobre quem Ele é. Tratado da Verdadeira Devoção…

Isso revela novamente o sentido de toda a Consagração:

Maria nos conduz a Jesus.

A preparação começa olhando para nossa própria miséria, passa pelo conhecimento de Maria e termina diante de Cristo.

E o que acontece no dia da Consagração?

Ao término da preparação, São Luís orienta que a pessoa se confesse e comungue, com a intenção de se entregar a Jesus Cristo pelas mãos de Maria.

Depois da Comunhão, é recitada e assinada a Fórmula de Consagração. Tratado da Verdadeira Devoção…

Esse momento representa exteriormente uma decisão que deve acontecer primeiro no coração:

pertencer inteiramente a Jesus por Maria.

A Consagração é o fim da preparação?

Não.

Na verdade, é o começo de uma nova forma de viver.

São Luís recomenda inclusive que a Consagração seja renovada e apresenta uma pequena fórmula para recordar frequentemente essa entrega:

“Sou todo vosso e tudo o que tenho vos pertence, ó meu amável Jesus, por Maria, vossa Mãe Santíssima.” Tratado da Verdadeira Devoção…

A Consagração precisa continuar sendo vivida nas escolhas, na oração, nos sacramentos e na luta diária pela santidade.

E a Cadeia de Consagração?

São Luís apresenta o uso das pequenas cadeias de ferro como uma prática exterior que pode expressar essa entrega.

Ele deixa claro, porém, que a cadeia não é essencial para que a Consagração seja verdadeira. Ela é um sinal exterior daquilo que foi assumido interiormente. Tratado da Verdadeira Devoção…

Por isso, a cadeia não deve ser vista como amuleto.

Ela pode ser usada como um lembrete:

“Eu pertenço a Jesus por Maria.”

Quero começar. O que preciso?

O mais importante é começar pelo conhecimento.

Leia o Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, compreenda aquilo que São Luís propõe e viva cada etapa da preparação com consciência.

Na Tesouro do Céu, você também encontra materiais que podem acompanhar esse caminho:

Tratado da Verdadeira Devoção
Para conhecer e aprofundar o método de São Luís.

Kit Totus Tuus
Com materiais preparados para acompanhar sua caminhada de Consagração.

Cadeias de Consagração
Para quem deseja utilizar um sinal exterior da entrega realizada.

Primeiro compreenda. Depois se prepare. Então faça sua entrega.

A Consagração não começa com uma pulseira.

Começa com uma decisão.

E essa decisão é:

pertencer inteiramente a Jesus pelas mãos de Maria.